Rural traz Ascasul para a Expomontes

A Sociedade Rural de Montes Claros, visando à inserção social, o fomento a economia e preservação do meio ambiente, abriu as portas do Parque de Exposições João Alencar Athayde, em Montes Claros, para os integrantes da Associação de Catadores da Zona Sul (Ascasul).

O presidente da associação, Iranildo Soares, diz que são 30 cooperados. Mas nove fazem a catação de materiais recicláveis, como garrafas pet, latas, papelão, plástico branco, em dois horários no Parque.

“Reduzimos porque o serviço é grande, mas se abrir demais não gera lucro. Ano passado, reunimos R$ 2 mil, porém esse ano queremos ultrapassar os R$ 3 mil. Estamos confiantes de que será bem melhor agora. É um dinheiro quem vem em boa hora”, descreve.

Os trabalhos são de 8h às 15h e das 15h às 2h. Assim podem catar todo resíduo produzido na feira. Para o diretor jurídico da entidade, Renato Alencar, todos saem ganhando com a ação.

“A Rural, promotora da Expomontes cumpre seu papel sócio-ambiental e o catador gera renda. A Exposição é um evento que movimenta toda a economia regional e como promotores devemos nos empenhar para realizar ações voltadas para o beneficio da comunidade, sem deixar de lado o ambiente onde vivemos”, garante.

O projeto é integrado e as secretarias municipais de Meio de Ambiente (SEMMA) e Serviços Urbanos (SSU) participam.

De acordo com a Diretora do SSU, Maria Lúcia Pereira Ramos, por dia são produzidas 50 toneladas de resíduos domésticos e recicláveis na Expomontes.

“Temos em Montes Claros somente essa associação regulamentada, por isso, ela foi escolhida. Ela já faz um trabalho nas imediações do Bairro Morada do Sol. Eles estão aptos para o serviço. Além de minimizar os impactos ao meio ambiente queremos sensibilizar a população para o uso sustentável de todos os produtos. O lixo não reciclável é encaminhado ao Aterro Sanitário Via Solo [Mimoso]”, descreve.

Dênio Iuri Caldeira, analista ambiental da Semma, diz que essa ação além todas as medidas citadas acima significa uma economia.

“Sem separar enterremos dinheiro. Porque o reciclado tem um ótimo valor no mercado. Assim evitamos gastos de energia e economizamos matéria-prima, além de não saturar o aterro.

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