Foto: Natália Alvarenga

Bloco É o amô se prepara para trazer ao carnaval de BH os clássicos sertanejos no primeiro ensaio do ano da bateria

BLOCO É O AMÔ SE PREPARA PARA TRAZER AO CARNAVAL DE BH OS CLÁSSICOS SERTANEJOS – PRIMEIRO ENSAIO DO ANO DA BATERIA SERÁ NO DIA 13/01

DESFILE SAI NO DOMINGO DE CARNAVAL, EM 2018

Foto: Natália Alvarenga
“É o amor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim”. A canção apaixonada da dupla Chitãozinho & Xororó serviu de inspiração para outra dupla apaixonada por carnaval, criar o bloco É o amô. Peu Cardoso e Di Souza formam a dupla de regentes do bloco que trará os clássicos da música sertaneja para as ruas de BH. O primeiro ensaio do ano da bateria acontece sábado, dia 13/01, no Bar Latino. Para o público que desejar assistir e já entrar no clima da folia, os ingressos saem a R$15.

Fruto de uma amizade carnavalesca que dura quase uma década, Peu Cardoso e Christiano de Souza (Di Souza) decidiram montar um bloco juntos. Os dois são amigos de muitos carnavais e possuem uma relação intensa com a festa em Belo Horizonte, com passagens e atuação nos maiores blocos de carnaval da cidade. Peu Cardoso foi fundador e regente do bloco Baianas Ozadas (de 2013 a 2016) e atualmente é diretor e regente do bloco Havayanas Usadas. Di Souza atua como regente e organizador do Bloco Então Brilha que tem arrastado multidões desde 2012.

O É o amô surge como uma celebração dessa amizade carnavalesca, além de ser um formato inédito, que traz o gênero sertanejo das antigas, os clássicos de 80 e 90, tocados no ritmo dos batuques da potente bateria do carnaval. “Procuramos e não encontramos nenhum bloco deste tipo no país”, explica Peu Cardoso.

No repertório foram incorporadas músicas do sertanejo “de raiz”, que fizeram sucesso na voz de duplas como Zezé di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo entre outros. “Fizemos um filtro para a escolha do repertório, canções de contexto homofóbico, que fazem citações a rodeios, ou que citem sofrimento animal, além de composições de cunho machista foram excluídas”, diz Peu. E completa: “Fizemos questão de incluir algumas músicas recentes da cena ‘feminejo’, com a intenção de pontuar, homenagear e valorizar o lugar da mulher nesse espaço que, por décadas, foi dominado por homens”.

Com produção da QueVoa (Débora Campos), a bateria é formada por caixa, surdo e tamborim; e a banda pelos músicos: Tiago Buiú (Contrabaixo), Rodrigo Torino (voz e violão) e os vocais: Clécio Araújo e Priscila Glenda. A dançarina Maíra Rodrigues também participa, com a coreografia. Além de Peu Cardoso e Di Souza, que formam a dupla de regentes – fato inédito nos blocos – e que também faz referência às duplas sertanejas. Além disso, está sendo preparada uma ala de dança, que está coreografando os passinhos e promete não deixar ninguém parado.

A cada ensaio, está sendo realizado o “Concurso de Galopeira”, que premia o participante que “segurar” por mais tempo a palavra “galopeira” durante a música. No dia do desfile, o vencedor vai cantar junto com a banda do bloco, do alto do trio elétrico, para a multidão de pessoas.

Durante todo o mês de janeiro, ainda estão previstos ensaios nos dias 20 e 27. O desfile está previsto para o domingo de carnaval, em 2018. Apoio dos ensaios: Skol. 

SERVIÇO:

Bloco É o amô

Ensaios: 13, 20 e 27 de janeiro
Horário: 10h às 13h
Local: Bar Latino (Av. Tereza Cristina, 537 – Prado)
Ingressos: R$15
www.facebook.com/blocoeoamo/
https://www.instagram.com/blocoeoamo/
http://bit.ly/spotifyeoamo

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